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Época das chanchadas é relembrada por Carlos Manga na UniverCidade

Ícone do cinema brasileiro, o diretor Carlos Manga esteve na UniverCidade em setembro para contar histórias aos alunos do curso de Cinema sobre sua longa carreira, marcada principalmente pelos sucessos das chanchadas da Atlântida. As chanchadas eram comédias musicais bem brasileiras, com elementos de filmes policiais e de ficção científica, que faziam a alegria do público nas décadas de 1930, 40 e 50. Os críticos da época consideravam o gênero vulgar, e por isso o batizaram de “chanchada”, que significa "porcaria".

A trajetória profissional de Manga começou aos 17 anos, pelas mãos do de Cyll Farney. O ator o apresentou ao empresário Luis Severiano Ribeiro Junior, presidente da Atlântida Cinematográfica, o mais importante estúdio brasileiro dos anos 40 e 50, que fez a fama da dupla Grande Otelo e Oscarito.

“Na Atlântida passei por diversos cargos. Antes de virar diretor, aos 24 anos, varri muito os palcos. Um dia, ouvi uma voz dizendo: ‘Ô menino, não varre muito aí não, porque senão você vai varrer o Cinema Nacional’. Quando olhei, era o Grande Otelo”, relembra ele, no evento organizado pelo professor Wladimir Weltman e pelo coordenador do curso de Cinema da UniverCidade Paulo Marcos de Mendonça Lima.

Manga divertiu a platéia contando suas peripécias com Oscarito e grande Otelo, atores com quem produziu dezenas de filmes antológicos, como “Nem sansão e nem Dalila” e “Matar ou correr” -- paródias de dois clássicos do cinema americano --, e “O Homem de Sputnik”, uma das primeiras sátiras sobre a Guerra Fria.

“Oscarito tinha uma mania engraçada: ele pedia que eu o imitasse, e então ele imitava sua própria imitação. Ele era muito esperto”, revelou.

Além das chanchadas, Carlos Manga dirigiu minisséries na TV Globo, como Memorial de Maria Moura e Um só Coração, e novelas, entre elas Torre de Babel e Eterna Magia, além do infantil Sítio do Picapau Amarelo.

Durante todo o evento o diretor mostrou trechos de vários de seus filmes e recomendou que os alunos não desistam do cinema.

“Estudem, estudem muito cinema. Eu garanto que vale a pena”

 
Carlos Manga: de ícone da Atlântida a prestigiado diretor de novelas e minisséries da TV Globo   Manga com Paulo Marcos de Mendonça Lima, coordenador do curso de Cinema da UniverCidade
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