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| Vitória Frate em uma
cena do filme,
com os atores Thiago Martins
e Rocco Pitanga |
Nina, uma típica garota de Ipanema, vê sua vida mudar
ao investir em uma conturbada história de amor com Dé,
morador da favela do Cantagalo, no
filme Era uma vez,
de Breno Silveira, em cartaz nos cinemas
de todo o Brasil. Mudanças
não menos impactantes aconteceram na vida de Vitória
Frate, que vive a protagonista do
filme. Em início de carreira,
a aluna do curso de Teatro da UniverCidade
foi escolhida para o principal papel feminino do longa que já foi
assistido por mais de duzentas mil pessoas.
“Todo dia alguém
vem falar comigo sobre o filme. Discutem
sobre o que gostaram ou não, me dão parabéns.
Na vida profissional as coisas mudaram,
afinal, hoje eu já tenho
um trabalho para apresentar”, comemora a atriz de 23 anos.
Mas
o caminho até o sucesso na telona teve seus desvios.
Há alguns anos, Vitória chegou a freqüentar três
períodos de uma faculdade de jornalismo, até que a
vontade de cursar Teatro falou mais
alto.
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| A
atriz está prestes a se formar
no curso de Teatro da UniverCidade |
“Escolhi o curso da UniverCidade pelas boas referências
e também por saber que os professores são muito atuantes
no mercado”, revela, destacando Helena Varvaki e André Paes
Leme. Vitória lembrou ainda que uma das maiores vantagens
da instituição é permitir que o aluno estude
enquanto desenvolve projetos paralelos.
Antes de Era uma
vez, a atriz participou da novela Alta
Estação,
da Rede Record, e do programa infantil
Sítio do Pica Pau
Amarelo da TV Globo.
Prestes a se graduar,
Vitória relembra o difícil período
de seleção para o filme. Entre o primeiro teste e
a resposta final, um ano inteiro se
passou. O primeiro teste que fez,
lembra ela, nem foi notado pelo diretor.
“Eles passaram alguns
meses testando muitas atrizes jovens
e não acharam ninguém.
Então uma das produtoras
pediu ajuda para Esperança Pêra Motta, que trabalhava
com elenco. Quando a Esperança viu um dvd com antigas candidatas
para ter uma referência, ela gostou de mim e, embora o Breno
Silveira não quisesse repetir testes antigos, fui chamada
novamente. Nessa nova oportunidade,
segundo o próprio diretor,
ele viu a Nina. Aconteceu depois mais
um dia gigante de testes, com outras
candidatas. Foi engraçado,
porque, apesar de tudo o que aquilo
significava para mim, eu tinha uma
sensação
de paz, como se eu já soubesse que aquele trabalho faria
parte da minha história”, recorda-se Vitória,
que, no dia seguinte, véspera de Natal, recebeu um telefonema
de Esperança informando que ela era a escolhida do diretor.
A
atriz diz estar muito feliz com o
resultado de seu trabalho, especialmente
por ele estar inserido em um projeto com temática importante.
O filme, observa ela, mostra que é necessário olhar
para o lado e questionar a distância que existe entre pessoas
vizinhas.
Atualmente, Vitória contabiliza mais uma participação
em um longa -- Léo e Bia, de Oswaldo Montenegro, sem previsão
de estréia -- e dá os últimos retoques em seu
projeto de fim de curso. Sem contar
as inúmeras propostas
de testes e os roteiros de novos filmes
que anda recebendo. Questionada sobre
a direção que
pretende dar à carreira,
Vitória prova que o sucesso não tirou seus pés
do chão:
“Ainda sou uma novata, tenho muito o que aprender.
Minha prioridade é construir
um caminho e me manter nele, para estar sempre em foco.”
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| Vitória Frate
(segunda a partir da esq.) em montagem
com outros alunos do curso |
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Cartaz do longa
estrelado por Vitória e Thiago
Martins, com direção de Breno Silveira |
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