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Uma vida dedicada ao futebol

Carlos Alberto Parreira conta um pouco de sua experiência profissional para os alunos de pós

Para Carlos Alberto Parreira, a coisa mais fácil do mundo é ser técnico da Seleção Brasileira. “A mais difícil é lidar com todo o entorno”, declarou bem-humorado, diante da platéia composta por alunos de pós-graduação em Direito Desportivo da UniverCidade. O ex-técnico da Seleção esteve na Unidade Gonçalves Dias em setembro para contar um pouco sobre seus 40 anos de carreira no futebol, iniciada aos 24 anos, quando foi convidado para treinar o time de Gana.

“Em 1970 eu era um dos preparadores físicos da Seleção, e naquele ano incluí os slides no treinamento dos jogadores, para mostrar a eles como o time adversário jogava. O processo foi importante e, ao fim de mais de quatro meses de concentração, saímos vitoriosos”, relembra.

Já em 1994, ano em que o Brasil venceu mais uma Copa do Mundo, a Seleção tinha os melhores jogadores, segundo Parreira, que fez um trabalho psicológico com a equipe. Em relação ao fracasso de 2006, o ex-técnico acha que faltou química e esforço, apesar dos talentos na equipe.

“Tivemos 15 dias antes do início da competição para preparar os jogadores. Dois chegaram acima do peso, não era possível trabalhar daquele jeito. E, quando perdemos, todos foram embora sem se importar muito. O que aconteceu foi falta de comprometimento com o grupo”, lamentou Parreira, para quem todo o sucesso de um time depende da coesão da equipe. “O grande mérito do treinador é saber conciliar as diferenças”, acrescentou.

Parreira elogiou a Confederação Brasileira de Futebol (CBF), que considera parte do “Brasil que deu certo”. Em sua opinião, a CBF é hoje uma empresa altamente profissional, que disponibiliza infra-estrutura de qualidade para a equipe brasileira.

O ex-técnico falou ainda da importância do futebol no mundo, afirmando que, se fosse Presidente da República, usaria o esporte como propaganda oficial brasileira.

“Em qualquer lugar do planeta, quando o assunto é futebol, a associação com o Brasil é automática”, disse, lembrando que até no meio de guerras é possível observar crianças jogando bola.

Carlos Alberto Parreira concluiu a palestra dando dicas para os futuros profissionais do ramo:

“Preparem-se para enfrentar imprevistos, estejam sempre atualizados e sejam criativos”.

 
Alunos da pós-graduação em Direito Desportivo assistem à palestra  

Parreira durante a palestra: "futebol deveria ser propaganda oficial brasileira"

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