| Tiago Lobo |
.jpg) |
| Palestrante Marcello Rosauro |
A UniverCidade realizou em Outubro, a Semana de Design, na Unidade Ipanema. A Semana contou com palestras de profissionais do ramo, oficinas, debates e lançamento dos livros: Nossa Bandeira - Formação, Uso e Funcionalidade de Joaquim Redig e Pão, alimento do corpo e da alma de Any Ellen.
Identidade Brasileira
O designer e autor do livro Nossa Bandeira, Joaquim Redig, contou como se aprofundou no assunto a partir de pesquisas bibliográficas. Ele passou 24 anos pesquisando livros de historiadores que abordam o tema.
Segundo Redig que afirma ter feito um conjunto de análises onde encontrou elementos, que geram uma identidade. "O conceito de identidade é ambivalente e, até paradoxo. Tem sido bastante desprezado e até ignorado na área comercial e cultural, acham que uma identidade vai anular outras identidades. Isso ocorre em nosso país, inclusive na questão da nossa bandeira".
A bandeira do Brasil é feita só de formas. "Geralmente as bandeiras são criadas rapidamente, sempre em um momento de revolução, de transição política intensa", observa Redig. As consequências disso são elas ficarem bem parecidas, mas a nossa bandeira, é inconfundível. "Os positivistas chegaram a afirmar que a bandeira brasileira, é positiva sim, não como signo mas como escolha de um caminho histórico", contou.
Aloísio Magalhães, referência do autor, fez uma reinterpretação da bandeira. "Ele foi o responsável por transformar a visão que o Brasil tinha a respeito dos elementos da bandeira. A sociedade brasileira passou pelo processo de, preconceito a conceito", destacou o autor.
A palestra sobre Ornamentos de capô de carros americanos até 1950, apresentou para os alunos de design imagens de diversos modelos, eles pertencem à coleção de um americano. São modelos que apresentam águias, aviões, índios, trens e mulheres. "Ano após ano a sofisticação do desenho foi sendo reelaborada, tornando-se abstrata" afirmou o professor, mostrando a mudança notada ao longo do tempo. Para ele esses ornamentos são como pequenas esculturas, obras de arte. Alguns tinham características próprias, como acender quando o motorista ligava os faróis do automóvel.
"O ornamento de capo são animais extintos, não existem mais há muitos anos" garante o professor Henrique Pires. Eles eram comuns na década de 50, 60 e 70, e ficavam na ponta da biqueira do capô do automóvel. Segundo o professor, o que vemos hoje em dia na maioria dos casos são apenas os escudos dos fabricantes nas grades dos radiadores.
Documentário Tipologia Digital na UniverCidade
O palestrante Marcello Rosauro, apresentou o documentário Freak Show, por volta de 1997, Marcello se juntou com alguns amigos e começou a trabalhar com tipografia digital. A descoberta de um software capaz de criar fontes próprias motivou o grupo na criação de novas formas de usar as letras. Foram criados 40 alfabetos expostos em um evento em Santa Tereza. As fontes ainda foram usadas em peças e exibidas em conjunto.
Tamanho foi o sucesso que dois amigos de Marcello Rousaro tiveram a idéia de criar um show de tipografia digital. A exposição era parecida com a outra, mas com uma carga musical muito maior. "Foi interessante porque até então não existia show de tipografia e nada do gênero. As fontes eram todas trabalhadas em um espetáculo audiovisual", diz o professor de designer da UniverCidade. As apresentações ocorreram em diversas cidades brasileiras, principalmente em escolas de designers.
Em 2008, Marcello decidiu rever todas as fitas das apresentações do show para editar como um documentário. "Os vídeos tem uma história a ser contada. Eu fiz um grande recorte de imagem que pontua todas as características do Freak Show. Ele é totalmente irreverente e com efeito final muito intenso e potente".
Pedro Garrido, editor da Revista Vizoo e formado em Design pela UniverCidade, contou um pouco de sua experiência no meio editorial. Segundo ele o mais importante numa revista é a harmonia entre jornalismo, fotografia e design. "Não adianta fazer uma matéria e ela não ser lida, ou pegar um fotógrafo e dar um jeito de estragar a foto que ele fez" diz.
Ele, que diz nunca ter exercido a profissão de designer e ser na verdade fotógrafo, afirmou que é fundamental para quem trabalha com impressão entender o assunto profundamente. "É preciso ter conhecimento de quais maquinas a gráfica utiliza, as tintas, o papel, ficar ligado no formato do papel para poder comprar certo" aconselha. Segundo ele, por ter esse conhecimento perceberam que cortando apenas 1cm da revista poderia economizar 20%, um custo significativo para a empresa.
| Diva Alvares |
|
Lua Rodrigues |
.jpg) |
|
.jpg) |
| Palestrante Henrique Pires fala sobre Ornamentos de capô de carros |
|
Designer Joaquim Redig |
| Paula Guimarães |
|
Paula Guimarães |
.jpg) |
|
.jpg) |
| Alunos atentos as palestras |
|
Pedro Garrido - editor da Revista Vizoo |
|